sexta-feira, 12 de junho de 2009

ele é o cara...


“A gente briga, diz tanta coisa que não quer dizer”
Briga pensando que não vai sofrer
Que não faz mal se tudo terminar...”
Pois é, a música “Castigo de Nana Caymmi” diz assim...
E é exatamente assim que acontece.
Na hora da briga, porque mesmo amando muito, elas acontecem, na hora da raiva, sangue fervendo, a gente esquece que ama aquele cara.
As diferenças ficam gritantes, e aí, a gente fala, a gente grita, manda embora, e acha que pode viver sem ele.
O sangue esfria
A raiva passa
O arrependimento bate
E mesmo com aquelas palavras, duras e cruéis, que ele disse, (porque ao contrário do que a gente pensa, eles falam), martelando e nos fazendo lembrar, que temos defeitos, a gente descobre que ainda tem jeito...
Que ele é o cara
Aí a gente escancara
E se depara com a verdade
E diz que ama
E tenta outra vez...

Ele é totalmente diferente, do príncipe das estórias, não é romântico, não escolhe bem as palavras, é excessivamente realista, por conta da vida que não foi tão fácil, é prático demais, e é mais um monte de coisas, demais e de menos.


Mas é o cara...
por enquanto...

Carla Pianchão

sexta-feira, 5 de junho de 2009

imagino o rio


Fico olhando
Fico pensando
Não estou chorando
Mas de rir... Hoje não tenho vontade
Sinto uma saudade
Sinto falta
Sinto um pouco de frio
Imagino o rio
Fico parada
Totalmente sem nada
Fico ali
Sem saber
Em que momento eu me perdi
Fecho os olhos
Não pra dormir
Apenas para quando eu abrir
Sentir de novo
Vontade
De ir.

Carla Pianchão