quarta-feira, 4 de novembro de 2009

mulheres se preparem, porque o natal está chegando!

Fiquei pensando em desejar algo diferente neste natal.
Tudo bem que paz, saúde e um próspero ano novo são necessários, mas vamos combinar que mudar é sempre bom.
Pensei em algo mais real, desejar, por exemplo, que neste natal nada te aborreça.
Que seu filho não adoeça justo no dia, porque hospital em dia de natal ninguém merece.
Desejo que você compre aquele vestido que ficou namorando meses e meses, que seu marido compreenda o quanto é difícil pra nós mulheres não ter uma roupa nova em uma data especial. (se tiver marido, claro).
Desejo que você se controle se o natal for na casa da sogra, (se você tiver uma sogra).
Que você suporte aquela sua cunhada invejosa, (se tiver uma cunhada).
Desejo que na hora que estiver saindo para a ceia que a chuva dê uma trégua, afinal descer do carro de salto, de escova, (depois de horas no salão de beleza, ouvindo um monte de mulheres falarem ao mesmo tempo), de roupa nova, carregando os presentes, e as crianças, (se você tiver filhos, sobrinhos...), com chuva, é de amargar.
E se seu marido, seu namorado, ou seu companheiro, não te ajudar nesta hora, ficar com a mão no volante, esperando você passar por todas essas dificuldades sozinha, e depois que você vencer bravamente essa batalha ele disser:
-Vá indo, que eu vou achar uma vaga...
Desejo que neste momento você consiga respirar, contar de um até 10, e não matá-lo.
Desejo que seu marido, seu namorado, seu companheiro, se comporte.
Não beba demais, não faça piadinhas sem graça, e aceite colocar a camisa que você comprou, afinal... É natal!
Que seu filho se estiver ainda na barriga, te deixe comer, sem te causar enjôos, e que espere o natal passar para nascer.
Se estiver começando a andar, passando por aquela fase que os pediatras dizem que é a fase de descobrir o mundo, que ele se comporte e não quebre a taça de cristal da vovó.
Se ele já estiver um pouco mais crescidinho, começando a comer sozinho, que ele não deixe cair coca cola na blusinha de malha, caríssima, que você comprou especialmente pro natal.
E se ele estiver maior, desejo, sinceramente, que ele consiga ficar um pouquinho com a família, antes de ir pra balada, ou pra casa da namorada, afinal... É natal! E você ensinou pra ele que família é tudo, pelo menos a gente espera que ainda seja.
Desejo sinceramente que quando você conseguir entrar no carro com toda a família, não se lembre que esqueceu alguma coisa.
Mas se precisar voltar, que seu marido, seu namorado, ou seu companheiro, sobreviva, afinal somos nós que temos que lembrar de tudo, inclusive de apagar a luz.
Desejo que você fique firme diante de todos os acontecimentos inesperados e esperados, que sempre acontecem na noite de natal...
Desejo que você consiga fazer uma cara de paisagem e ainda consiga dizer sorrindo:
Que lindo...!!! Se ganhar aquele presente que sabe desde o primeiro momento que nunca vai usar.
Desejo que você não pense que foi de propósito que te deram aquela meleca de presente.
Desejo de coração que no exato momento que seu dedinho do pé começar a latejar dentro do sapato, que dar mais um passo é quase ganhar uma guerra, que as crianças começarem a ficarem chatinhas, a brigarem umas com as outras, que seu marido, seu namorado, seu namorido, ou seu companheiro, ou sei lá o que, depois de uns goles a mais, começar a falar arrastado, e te olhar com aquela cara de cafajeste, dizendo com os olhos:
Hoje vou querer você! Que você respire e se lembre que afinal, é natal!
No momento em que sua sogra, já cansada começar a te olhar de rabo de olho, que a mesa ficar com cara de fim de festa, que aquele pedaço de bolo no chão, amassado e pisado começar a te incomodar, você consiga reunir toda sua família, sem precisar estressar, e ir embora, afinal tudo tem fim, até a noite de natal.
Que você consiga chegar em casa, e que ao se deitar na cama, sua cabeça não rode,
seu estômago não embrulhe, e quando pensar na gordurinha do leitão, não se arrependa pelos excessos que fez, afinal... É natal!
Desejo que você durma, e que acorde disposta, com planos para o ano novo.
Mas se tudo for diferente, se você não tiver marido, filhos, sogra nem cunhada, se você ficar em casa, assistindo o especial da globo, comendo um pernilzinho que você mandou assar no forno da padaria da esquina, porque o seu é uma droga, e tomando um bom vinho, sozinha...
Se você não quiser ir para casa de amigos, porque acha que natal é coisa de família...
E se você não puder ir para sua terra natal por falta de grana...
Que você seja igualmente feliz, afinal... É natal!
Prepare-se, o natal está chegando!

Carla Pianchão

P.S.: Fiz algumas pequenas mudanças no texto que escrevi em 18 de dezembro de 2008, nada muito significativo, estou usando o mesmo texto, agora em 2009, porque continuo pensando exatamente, da mesma forma... afinal... no natal é sempre igual!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Hoje é dia de flor...


De repente você fica sem ação, achou que já tinha visto de tudo, que nada mais nesta vida ia te abalar...
Tem vontade de dizer um monte, mas acaba deixando pra lá.
Fica engasgada, mas prefere se calar...
Esperava que fosse diferente
Mas não foi
Você acreditou
Confiou...

...quando eu perdi minha mãe, achei que não fosse suportar...
Já era casada, mãe de dois filhos, e na minha cabeça quando eu ouvia dizer que pessoas adultas haviam perdido suas mães, era como se aquilo fizesse parte... Mas quem já passou por isso, sabe que não é bem assim...
Havia dias em que a saudade era tanta, que eu andava de um lado pro outro...
Tomava um banho, molhava bem a cabeça... E ali eu ficava horas deixando que a água se misturasse nas lágrimas... E eu chorava tanto... Mas tanto...
Achei muitas vezes que eu não ia suportar...
Mas eu suportei
Sobrevivi
E essa não é uma estória triste,
É uma estória de superação
E já se passaram nove anos
Parece muito tempo?
Pois é...
Hoje... No dia da flor eu conto essa estória, pra dizer que depois daquele dia...
Nada pra mim será tão difícil de suportar
Nada vai doer mais do que aquele dia...
Nada vai me abalar nem me tirar o chão
Nada vai me fazer parar ou desistir
Muito pouca coisa vai me fazer chorar...
E se eu por um momento me indignar
Vou molhar a cabeça como naquele dia
Se você não entendeu nada
Então ta...
Apenas receba minha flor
Seja feliz hoje e amanhã também
E quanto à dor
Quanto aos tropeços
Os aborrecimentos
Seja o que for que esteja te incomodando
Ah meu amigo
Suporte
Seja forte

Bjs...♥
Carla Pianchão

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

apenas isso...



Cuida de mim
Sem que eu perceba
Cubra-me em noites frias
Arrume meus cabelos em dias de ventania
Segure a minha mão
Não deixe que eu vá sozinha
Diga-me alguma coisa que eu precise ouvir
Não me pergunte nada quando eu não quiser falar
Perceba que eu estou triste
Note a minha alegria
Fique do meu lado
Beba no meu copo
Abrace-me sem receio
Sinta meu calor
Deite-se em meu peito
E quando o meu coração disparar de tanto te amar
Não vá
Fique até que ele se acalme
Sem que eu precise pedir

Carla Pianchão

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

nem tão perfeita...

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Nem lembro quando foi a última vez que isso aconteceu. Eu perdi a hora.
Todos os dias eu me levanto as 5:30, chamo a Maria e logo após o João, meu marido sai antes das cinco. Este é um ritual muito tranqüilo, que eu sigo sem o menor problema.
Mas hoje foi diferente.
Abro os olhos, olho o relógio, dou um salto, e constato que já são quase seis.
Levanto correndo, sem chinelos, porque nesta hora tudo acontece, e justo hoje ele não estava lá, chamo a Maria, que levanta imediatamente, ainda sem entender direito o que estava acontecendo, e logo depois chamo o João que me olha, parecendo não me enxergar e diz... Calma mãe... Vai dar tempo.
Desci as escadas correndo, coloquei as frutas no liquidificador, e mais um monte de coisas, deixei batendo, e fui abrindo a porta, lá vem a Maria com tênis na mão, mochila nas costas...
Tomou a vitamina, e antes que ela engolisse tudo, escutamos a buzina do escolar, lá foi ela, tênis na mão, e eu correndo atrás com a mochila... Ainda pude ouvir quando ela disse... Te amo muito mãe!
Uffa... Agora era a vez do João.
Tranqüilo como sempre, lá foi ele com uma maçã na mão, não se importando nem um pouco em perder a primeira aula, de matemática claro.
Vai com Deus meu filho!
Passado o sufoco, fui tomar o meu café, e enquanto saboreava um bom pedaço de queijo, fiquei pensando... Nós mães somos assim, queremos dar conta de tudo, e às vezes temos dificuldade de enxergar que nossos filhos cresceram.
Aqui em casa, tanto o João como a Maria tem celular, que desperta.
Preciso me demitir do cargo de despertador da família, e avisar para meus queridos filhos, que há tempos eu não vou mais para escola, trabalho em casa, e tenho o direito de GANHAR, umas horas a mais...
Tenham todos um bom dia!

Carla Pianchão

P.S.: Sei que um dia vou sentir falta de toda essa correria... Isso é vida!

sábado, 3 de outubro de 2009

saudades de ter uma vó...


Vasinhos de barro na janela me lembram casa de vó.
Já repararam como toda casa de vó, tem sempre um chinelinho debaixo da cama, um robe de flanela, pendurado atrás da porta...
Um café com bolo pra quem chega
Apenas uma muda de roupa no varal
Uma almofadinha no sofá da sala
Uns óculos na escrivaninha
Um tapetinho na porta
E claro vasinhos na janela
Tem também um quintal, com paredes descascadas, que por menor que seja tem sempre uma plantinha...
Nem sempre tão cuidada, mas fica ali... porque faz parte
E se você chama ou bate na porta
Lá vem ela, arrastando o chinelinho e caminhando com dificuldade.
Às vezes confunde os netos, abraça um pensando que é outro...
Todas elas têm sempre um vestidinho de ir a missa, com golinha de crochê, e uma bolsinha que carrega na maioria das vezes, um terço e um lençinho com suas iniciais...
Acordei com saudades de ter uma vó...

P.S.: Essa é a janela do meu cantinho...

Carla Pianchão

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Vale a pena ter amigos... mas as vezes eles não são pra sempre...


(imagem retirada do Google)

Eu não sou tão boazinha assim...
Meu maior defeito... Tentar ser perfeita
Tenho uma opinião formada sobre quase tudo
Falo muito, mas sei ouvir.
Sei amar
Tenho ciúmes daquilo que eu acho que é meu
Sou extremamente honesta
Mudo de opinião e não acho que isso é vergonha ou fraqueza
Quando eu não consigo perdoar, eu continuo tentando, não desisto.
Se eu perceber que você não quer... Não insisto
Não gosto de exageros
Não gosto de me sentir presa
De ter compromissos
De hora marcada
Algumas vezes dou mancada
Quebro a cara
Sou enganada
Não gosto de ter que fazer
De ter que ir
Não gosto de pressão
E nem de gente sem noção
Adoro dar gargalhadas
Rir do que não tem graça
Sentar no banco da praça
E por um momento que seja
Assistir a vida
Gosto muito quando você vem
Mas entendo porque deixou de vir
Amigos às vezes não são para sempre
Mas eu continuo
Acreditando...
Que tudo vale a pena!!!

Outro dia eu li em algum lugar...
“Eu não quero ter razão... quero apenas ser feliz”.
A frase não é minha, mas diz exatamente o que eu penso.

Um grande abraço
Carla Pianchão


"... Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas, ama e cala.
O mais é nada."

Fernando Pessoa

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Crianças" de férias...


Primeiro dia de férias, crianças em casa... Crianças????
Um adolescente de quatorze e uma pré-adolescente, de nove, quase dez, como ela faz questão de frisar.
Não, ninguém precisa ficar com pena de mim, afinal de contas eles já são grandinhos, e não mexem mais nas minhas caixinhas de botões, aqueles bem pequenininhos, que se caírem dez no chão, você acha sete, mas já vou logo avisando que se precisarem falar comigo, estou no celular, na fila do telefone fixo, e na fila do computador.
Mas hoje é o primeiro dia, levantaram mais tarde, sem precisar da mãe, para chamar, o que deve ser, para eles um tormento federal, foram à locadora, os dois juntos e abraçadinhos, pegaram filmes, e voltaram com tudo esquematizado, pelo João, claro (o homem da casa) enquanto ele assiste, ela vai ao computador, e vice versa. Ele decidiu tudo.
Almoçamos todos juntos, bastante legumes, e um belo suco de cenoura com laranja, no lugar daquele refrigerante, super famoso, o que deixou minha Maria com cara de poucos amigos. Nestes 15 dias de férias, quero aproveitar para almoçar com as “crianças”, sem tanta correria, e o mais natural possível.
Tudo corre tranqüilamente, não fosse, o vídeo não funcionar... Nada de filmes, caras fechadas, a espera do pai...
Não vamos viajar, são apenas 15 dias. Apenas????
Claro que vamos ao cinema, sair um dia ou outro do natural e almoçar sanduíche, fazer caminhadas na lagoa, passear no clube, na casa da vovó, enfim todas aquelas coisas que a gente faz para sobreviver a férias com crianças em casa, nos primeiros dias... Porque depois da primeira semana, a vovó fica rabugenta, andar na lagoa é um porre, o sanduíche daquele restaurante famoso, dá dor de barriga, a locadora já não tem mais filmes, (o João acha até que ela esta falindo), as orelhas já estão doendo de tanto falar ao telefone... Eu começo a sentir falta do meu silêncio e da minha rotina, e as crianças por incrível que pareça, começam a sentir falta da escola. O Ivo ao chegar em casa, e constatar que crianças em casa são uma tortura, promete, mais uma vez, que nas próximas férias de julho, se não houver gripe suína, vamos viajar.
Bom até agora, acho que vou sobreviver, por enquanto ainda não apresento nenhum sintoma de loucura... Apenas algumas pequenas mudanças na minha rotina,
Fecharam a porta do meu cantinho, porque o barulho da máquina, segundo as crianças, atrapalha a televisão.
Meu quarto não fica mais arrumado, porque eles querem assistir coisas diferentes, e para não acontecer uma guerra, um em cada televisão.
A geladeira assaltada de 15 em 15 minutos...
E quando eu estou bem concentrada, nos meus bordados, sou interrompida por um grito, uma frase clássica... Mãe olha o João aqui!!!
Um susto, um ponto errado, uma picada de agulha no dedo, e lá vou eu olhar o João, que antes mesmo que eu diga alguma coisa, me olha com um sorriso lindo, e cheio de malandragem, já vem logo se explicando, me abraçando e diz que estava só brincando, e eu volto pro meu cantinho...

Carla Pianchão

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Meus filhos


É por eles que eu faço
E desfaço se for preciso
É por eles que eu vou
E volto
É por eles que eu enfrento
E os defendo como um sargento
É por eles que eu insisto
Persisto
E não desisto
É por eles que quando eu tropeço
Não me despeço
Quando eu choro não demoro
É por eles que eu espero
Dou risadas
Pulo e engulo
Chuto o balde
Desço do salto
Falo alto
É por eles
Que eu continuo
Flutuo
Pinto e literalmente bordo
É por eles que vale a pena
Acordar
Discordar
enfrentar
Amar
Acreditar
E não parar
É por eles que vivo.

Carla Pianchão

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ele é o cara...


“A gente briga, diz tanta coisa que não quer dizer”
Briga pensando que não vai sofrer
Que não faz mal se tudo terminar...”
Pois é, a música “Castigo de Nana Caymmi” diz assim...
E é exatamente assim que acontece.
Na hora da briga, porque mesmo amando muito, elas acontecem, na hora da raiva, sangue fervendo, a gente esquece que ama aquele cara.
As diferenças ficam gritantes, e aí, a gente fala, a gente grita, manda embora, e acha que pode viver sem ele.
O sangue esfria
A raiva passa
O arrependimento bate
E mesmo com aquelas palavras, duras e cruéis, que ele disse, (porque ao contrário do que a gente pensa, eles falam), martelando e nos fazendo lembrar, que temos defeitos, a gente descobre que ainda tem jeito...
Que ele é o cara
Aí a gente escancara
E se depara com a verdade
E diz que ama
E tenta outra vez...

Ele é totalmente diferente, do príncipe das estórias, não é romântico, não escolhe bem as palavras, é excessivamente realista, por conta da vida que não foi tão fácil, é prático demais, e é mais um monte de coisas, demais e de menos.


Mas é o cara...
por enquanto...

Carla Pianchão

sexta-feira, 5 de junho de 2009

imagino o rio


Fico olhando
Fico pensando
Não estou chorando
Mas de rir... Hoje não tenho vontade
Sinto uma saudade
Sinto falta
Sinto um pouco de frio
Imagino o rio
Fico parada
Totalmente sem nada
Fico ali
Sem saber
Em que momento eu me perdi
Fecho os olhos
Não pra dormir
Apenas para quando eu abrir
Sentir de novo
Vontade
De ir.

Carla Pianchão